Fui conferir a adaptação do Guia do Mochileiro das Galáxias para o teatro semana passada em Londres, no Riverside Studios.

Foi uma EXPERIÊNCIA! A interação com os atores, mudanças de cenários, musical, historia de amor, e agora o que posso considerar o meu Marvin favorito!

O ator incorporou demais o personagem, tanto na voz quanto na movimentações do boneco. Ficou incrível!

Confesso que nunca tinha ido em uma peça de teatro imersiva, então foi muito interessante.

Com algumas modificações na historia, e elementos tanto do livro quanto do filme, a peça com certeza te leva para outro universo.

Mas já digo, para os fãs mais fieis, principalmente da serie de radio, essa adaptação pode ter ido um pouco longe demais.

Eu me diverti, mas também consegui identificar aonde o autor quis colocar sua própria essência.

Listando algumas coisas sobre a peça:

  • Tem Fenchurch do começo ao fim
  • A Trillian é apenas citada como jornalista, e no caso, noticiando o fim do mundo
  • a plateia também embarca na Coração de Ouro
  • Temos a religião do John Malkovich – e eles tentam te doutrinar
  • tem muita dança e muita música
  • Marvin, mais uma vez, melhor personagem
  • Zaphod também ficou incrível, com o truque da cabeça coberta
  • Teve personagens que a gente só viu em gravação, que foi o caso da Trillian e Vogon Jeltz

Sabemos que Douglas Adams era desafiador, e sua criatividade atravessava barreiras. Mas mexer com uma obra já consolidada pode ser um risco.

Quando seu objetivo é atrair novos públicos e manter o publico fiel, você enfrenta o desafio de deixar metade do seu publico perdido e a outra metade ofendida.

Havia muitos elementos que só leitores mais assíduos saberiam identificar.

Mas quem sabe, para quem assistiu o filme, ver alguns novos elementos nessa peça podem ter servido como incentivo para ler os livros.

Lembrando que o sexto livro escrito por Eoin Colfer, “E tem outra coisa…” também foi criticado por não ser uma historia Douglas Adams, mas ele com certeza manteve a essência do autor.

Em resumo, não esperava ver os principais personagens do Guia cantando e dançando. E muito menos ver Fenchurch tendo o reconhecimento que merece (podemos dizer que essa adaptação teve um final “alternativo”, mas senti falta da Trillian), mas com certeza foi um divertimento poder ter nossos personagens favoritos em ação mais uma vez, e poder ter o Arthur fazendo sanduíches no meio do publico.

Tenho apenas essas imagens da peça, já que no teatro fotos e vídeos não são permitidos:

Festa de despedida surpresa para o Arthur. Porque ele não sabia que iria se despedir da Terra.

 

Menu do bar dentro da sala de teatro.

 

Minha dinamite pangalactica.

E vem a pergunta: precisamos de mais adaptações? A adaptação que SUPOSTAMENTE a Hulu iria fazer, deveria ser mais fiel?

Enquanto isso, a gente continua ouvindo a serie de radio e tradicionalmente lendo os livros e comemorando o trabalho original!

“The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy”, adaptação imersiva criada e escrita por Arvind Ethan David (produtor da serie adaptada de Dirk Gently), está em cartaz em Londres até o dia 15 de fevereiro.

Written By

May

Uma whovian que nunca esquece de levar sua toalha na TARDIS e nunca dispensa uma xícara de chá. Ainda acha que vai encontrar a pergunta fundamental sobre A Vida, o Universo e Tudo o Mais em alguma viagem no tempo ou no espaço.